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- 23 jul
Gratidão por tudo, Kafunga
Algumas pessoas parecem já nascer com o uniforme do colégio. Kafunga era uma dessas. Ele foi aluno do Colégio Santo Antônio, e nunca mais foi embora de verdade. Mesmo quando escolheu estudar Medicina, o colégio seguiu sendo seu lugar. Voltou como professor, depois coordenador. Mas, acima de tudo, foi presença. Constante, firme, silenciosa às vezes, mas sempre ali.
Quem passou pelo CSA nas últimas décadas cruzou com ele em algum momento. Fosse numa conversa no corredor, numa orientação cheia de cuidado ou num olhar que dizia, sem palavras, “vai ficar tudo bem”. Kafunga não levantava a voz. Não precisava. Sua autoridade vinha do exemplo. Sua escuta era profunda. Sua fé, discreta e cheia de significado.
Ele marcou gerações. Não por discursos longos ou feitos grandiosos. Mas pelo jeito de estar. Pela paciência. Pela forma como acreditava, de verdade, que a escola é um lugar onde vidas se transformam. E ele ajudou a transformar muitas. Inclusive a nossa.
Hoje, em pleno recesso, a sala dos professores parece mais silenciosa do que nunca. A cadeira que ele ocupava com tanta constância está vazia, mas não esquecida. Porque em cada sala, em cada lembrança, em cada aluno que aprendeu mais do que o conteúdo, ele continua. Algumas presenças, mesmo quando partem, seguem acesas no tempo.
E o que nos consola é saber que o céu também tem escola. E que, por lá, hoje alguém chegou mais cedo para abrir a porta e cuidar de quem chega. Como sempre fez.
Com amor e gratidão,
Colégio Santo Antônio
