CSA no Vale é marcado por muita emoção e atos de Paz e Bem | CSA | Colégio Santo Antônio

CSA no Vale é marcado por muita emoção e atos de Paz e Bem

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    CSA no Vale é marcado por muita emoção e atos de Paz e Bem

    “A viagem à comunidade Mumbuca mudou quem sou. A forma como vejo a vida e como trato as pessoas agora será outra. Aprendi a ser mais humilde e a ver a simplicidade como principal virtude”. Este é o depoimento de Liliam Santos, do 2º Ano, uma das alunas que participou do CSA no Vale, uma vivência profunda e repleta de aprendizagem.

     

    Durante os 7 dias, a comunidade Mumbuca recebeu o CSA no Vale.

    Durante os 7 dias, a comunidade Mumbuca recebeu o CSA no Vale.

    Na semana passada, Liliam e outros dezessete alunos do Colégio Santo Antônio foram à comunidade quilombola Mumbuca, situada no Vale do Jequitinhonha. O objetivo do projeto foi levar os alunos a uma comunidade tradicional que necessita de muita ajuda. Segundo o Frei Arlaton, professor do colégio, e a Coordenadora de Disciplina, Juliana Marra, o local é marcado pelo trabalho, pela partilha e pela coletividade, conseguindo, então, proporcionar aos envolvidos uma vivência enriquecedora onde puderam não só contribuir, mas aprender com os residentes.

     

    Os alunos conheceram o local e um pouco da rotina dos moradores da comunidade, que compartilharam experiências e histórias de vida. “Fomos recebidos pelos moradores com muito afeto e hospitalidade. Eles nos apresentaram as ruas, o campo e logo consegui perceber que era um local muito carente e de uma realidade completamente diferente da que estou acostumado”, conta Henrique Martins, do 1º Ano.

     

    Flávia Fialho, uma das psicólogas do Colégio, também embarcou nessa experiência. Segundo ela, todos os dias os alunos eram divididos em equipes responsáveis por realizar diferentes tarefas. Uma delas era visitar a casa dos residentes de Mumbuca e anotar as necessidades de cada um, para depois levarem doações.

     

    Antes da viagem, foi realizada uma campanha de arrecadação no CSA que mobilizou pais, alunos e funcionários na missão de conseguir diversas contribuições, desde materiais de higiene pessoal até roupas e cestas básicas. Com isso, foi possível ajudar os moradores conforme suas necessidades. Contudo, os envolvidos nessa viagem não levaram apenas bens materiais, mas seu tempo, atenção e carinho.

     

    “Visitamos quase 50 lares e em cada um deles fomos recebidos timidamente, mas convidados carinhosamente a adentrar e prosear. Que delícia de prosa. As histórias de Mumbuca nos transformaram. Mumbuca liberta e nos faz olhar para o outro, comprometendo-nos como irmãos”, comenta Flávia.

     

    Todos os dias, às 19h, era realizada uma missa da qual os alunos e alguns residentes participavam. “Essas celebrações foram muito especiais. Cada um contava como tinha sido o dia de trabalho, como estava se sentindo e o que aprendeu. Foram momentos tocantes, muito bonitos e de muita emoção. Uma experiência rica”, lembra Micaela Moreira, 3º Ano.

     

    Moradores da comunidade participando das oficinas.

    Moradores da comunidade participando das oficinas.

    Micaela ainda conta que, antes de ir à comunidade, acreditava que iria apenas ajudar as pessoas, devido ao grande número de doações que arrecadaram. Entretanto, ao chegar no local, tudo mudou. “A partir do momento em que chegamos nas casas das pessoas e conversamos com cada um, foi possível perceber que quem estava sendo ajudado éramos nós mesmos. Muito mais do que levar ajuda, nós fomos ajudados. Vivemos momentos em que a simplicidade dos moradores nos ensinou a enxergar a vida de forma diferente”.

     

    Liliam Santos, também muito tocada, conta que a união dos envolvidos foi o que mais contribuiu para o sucesso dessa viagem. “Cada momento foi muito especial e significativo. Antes de ir, eu conhecia apenas dois colegas que embarcaram comigo. Agora, levo amigos para a vida toda. Tenho a certeza de que o espírito franciscano estava com a gente. Todo mundo cooperou e estávamos exalando amor, companheirismo e fraternidade. Essa viagem superou todas as minhas expectativas! ”, conclui a aluna, emocionada.

     

     

     

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